Por Patrícia Puppo
Ler e escrever são atos linguísticos que propiciam uma reflexão sobre a fala, o pensar sobre o código alfabético e a capacidade para manejar os mecanismos de conversão grafofonêmicas para reconhecer a palavra e fonografêmica para produzi-la.
Os processos que interferem na alfabetização podem estar relacionadas com fatores internos (permanentes ou de origem neurológica) que prejudicam a aquisição das habilidades de aprendizagem. São eles:
• linguagem receptiva oral: discriminação dos sons da fala; vocabulário receptivo e aquisição de conceitos; compreensão de ordens e histórias ouvidas; funções metalinguagem (relações, deduções e inferências);
• linguagem expressiva oral: produção dos sons da fala; vocabulário expressivo; construção de frases; discurso narrativo e funções metalinguagem de argumentação e fluência de ideias;
• processamento fonológico: é o uso da informação fonológica recebida auditivamente, ou seja, o que o ele faz com a informação que ele ouve – sendo habilidades metafonológicas, memória operacional fonológica e nomeação automática rápida;
• leitura: decodificação, compreensão, velocidade e fluência;
E os fatores externos (passageiro) prejudicam as aquisições das habilidades de aprendizagem:
• métodos de alfabetização;
• doenças;
• problemas familiares;
• adaptação escolares.
Por isso, é justo e importante a preocupação da escola e família quando uma criança não aprende a ler como as outras crianças de sua idade. O olhar cuidadoso da escola que sinaliza a dificuldade e busca da família pelos motivos no decorrer do 1° ano do ensino fundamental impede que a criança prossiga os anos iniciais do processo de alfabetização contendo um desses fatores, pois ambos podem ser revertidos promovendo uma melhor qualidade de vida da criança com intervenções mapeadas após a avaliação de especialistas.

Neuropsicopedagoga Clínica/Institucional;
Neuroeducadora;
Especialista em investigação neurocognitiva dos processos de aprendizagem.


Deixe um comentário